sábado, 20 de outubro de 2007

IBGE estima safra de grãos 14% maior em 2007



A soja e o milho representam 82,5% da produção estimada para este ano

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revisou levemente para baixo a previsão de safra de grãos para 2007. A produção de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 133,3 milhões de toneladas neste ano o que pode significar uma alta de 14% em relação à produção de 2006 (117,0 milhões de toneladas).

Em setembro, as culturas que tiveram sua estimativa revisada para baixo foram: aveia (-1,2%), cevada (-8,7%) e milho --segunda safra (-2,8%). No caso da aveia e da cevada o decréscimo é explicado pelas geadas e estiagens no Paraná, que provocaram ajustes na produtividade no Estado.

O milho em grão 2ª safra sofreu um decréscimo de 2,8% na produção, graças a perdas de produtividade na Bahia (-9,6%) e no Mato Grosso (-8,3%). Por outro lado, a estimativa de produção do trigo aponta um incremento de 0,7%, em razão de reavaliações em pequenos centros produtores, como em Santa Catarina.

A soja e o milho representam 82,5% da produção estimada para este ano. São esperadas 58,3 milhões de toneladas para a soja e 51,7 milhões de toneladas para o milho. As duas culturas apresentaram as maiores áreas plantadas, com 20,6 milhões e 13,8 milhões de hectares, respectivamente.

Entre as Grandes Regiões, a produção de grãos ficou em 59,9 milhões de toneladas no Sul; 44,0 milhões de toneladas no Centro-Oeste; 15,9 milhões de toneladas no Sudeste; 10,1 milhões de toneladas no Nordeste e 3,4 milhões de toneladas no Norte. Paraná (21,7%), Rio Grande do Sul (18,3%) e Mato Grosso (18,2%) tiveram as maiores participações na produção nacional de grãos.




Folha Online

Seca prejudica criações em Minas


A seca está prejudicando as criações no norte de Minas. Falta comida para os animais e a produção leiteira caiu.

Em mamonas, perto da divisa com a Bahia, já não há mais áreas de pastagem. Sem ter o que comer, o gado está magro. Muitos animais não resistem. Os agricultores fazem de tudo para salvar o rebanho. Na fazenda de dona Alvani, a vaca que está prenhe precisa de apoio sobre o girau.

“Tem que colocar assim, para ficar em pé, senão não consegue ficar em pé. Se soltar ela, ela deita e não levanta mais”, diz Alvani Freitas, agricultora. Em alguns municípios, como em Mamonas, a seca começou dois meses mais cedo. A última chuva foi em fevereiro. De lá para cá, de acordo com levantamentos da Emater e do Conselho Municipal de desenvolvimento Rural, os prejuízos por causa da falta de chuva já chegam a 6 milhões de reais.

“Na pecuária de leite, hoje já está com mais de 60% da produção leiteira. Na parte de carne, de corte, a perda já está em torno de 50%, porque os animais não estão ganhando mais peso e, pelo contrário, estão é perdendo peso”, afirma Romério Alves, agrônomo – EMATER.

A barragem de Cabeceira, que abastece a cidade e a zona rural está com apenas 30% do volume normal. Para matar a sede da população, o socorro chega de caminhão pipa. A água vem de Espinosa, há 35 quilômetros de Mamonas. Vai para o reservatório da estação de tratamento de onde é distribuída para 4.500 pessoas. Setenta e sete municípios do norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha já decretaram situação de emergência.

www.globo.com/globorural

Confiança de empresários na economia se mantém alta

O índice de confiança ficou em 60,4 pontos contra 60,3 da pesquisa anterior, divulgada em julho

Brasília - Pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a confiança do empresário industrial brasileiro na economia continua elevada. Trata-se da sondagem trimestral Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), concluída hoje. O índice de confiança ficou em 60,4 pontos contra 60,3 da pesquisa anterior, divulgada em julho. A CNI destaca a elevação de 3,8 pontos na confiança em relação ao mesmo período de 2006, quando foram registrados 56,6 pontos.
Os técnicos da CNI avaliam que a estabilidade dos índices de confiança do empresário, que têm se mantido no mesmo patamar desde o início do ano, "sugere a manutenção do ritmo de expansão da indústria."Pelos critérios da pesquisa, resultado acima de 50 pontos indica confiança positiva. Foram feitas aos empresários quatro perguntas, abordando temas como a situação atual da empresa e da economia do País e as expectativas para os próximos seis meses. Foram ouvidos dirigentes de 810 empresas de pequeno porte, 466 médias e 226 grandes empresas em todo o Brasil, entre 27 de setembro e 18 de outubro.
A confiança se mantém elevada em relação a todos os segmentos, mas é maior entre as grandes indústrias. Nesse segmento, a pesquisa mostrou um índice de confiança de 62,1 pontos, 0,1 ponto acima do índice de julho e 2,7 pontos a mais do que em julho do ano passado. No caso das pequenas empresas, o índice de confiança ficou em 58,7 pontos, ante 58,3 pontos de julho.
Em relação ao mesmo período do ano passado, foi verificada alta de cinco pontos. Nas empresas de médio porte, o índice se manteve praticamente inalterado: passou de 59,8 - registrados em julho - para 59,7 pontos neste mês. Em outubro de 2006, a avaliação foi de 55,6 pontos.
Por Gerusa Marques -Agência Estado